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Artur Oliveira conta sua história no futebol
História
10.01.2014 - 22:51 - Acre
Foto: Francisco Dandão

Atacante veloz, de dribles desconcertantes e arrancadas fulminantes rumo às traves adversárias, Artur foi tão bem sucedido que chegou ser considerado um dos melhores futebolistas de Portugal, em 1997, jogando pelo Futebol Clube do Porto.

Para chegar a esse estágio, entretanto, foram necessários muitos chutes na bola, ainda em território brasileiro, desde o seu começo, aos 14 anos, nos infantis do Amapá; equipes juvenis e principais de Rio Branco e Juventus; Independência, já como profissional, na série B de 1991; e Clube do Remo, de Belém, no campeonato estadual do Pará também de 1991.

Além desse currículo nos gramados, Artur Oliveira, que nasceu em Rio Branco, no dia 17 de dezembro de 1969, teve uma carreira gloriosa, embora breve, como jogador de futebol de salão. Primeiro, no acreano Piauí, time organizado pelo dono de uma papelaria, entre 1987 e 1988; depois, pelo cearense Sumov, em 1989, equipe de expressão nacional.

“O futebol de salão sempre foi a minha segunda paixão, eu gostava demais de jogar com aquela bola com saudade os tempos do salão”, garantiu o ex-craque.

Artur Belém como ponto de partida para a Europa

A aventura na Europa só aconteceu depois de uma temporada em Belém, onde o craque foi campeão estadual pelo Clube do Remo, em 1991. “Eu havia feito um ótimo campeonato brasileiro da Série B, jogando pelo Independência, no primeiro semestre de 1991. Aí surgiu o convite para jogar no Remo, onde passei o segundo semestre deste ano”, explicou Artur.

Depois de fazer até chover fora de hora na capital paraense, ao lado de jogadores lendários, como Lamartine, Luciano Viana, Agnaldo e Belterra, um grupo de empresários locais entendeu que o craque acreano valia, literalmente, ouro. E, assim, produziu uma fita com as suas jogadas e os seus gols, enviando-a para os dirigentes do Futebol Clube do Porto.

Mesmo satisfeitos com o que viram, os cartolas do Porto acabaram não ficando com Artur. Isso porque o técnico da equipe, o brasileiro Carlos Alberto Silva, disse-lhes que não estava precisando de atacante, uma vez que contava com Paulinho McLaren para a posição. Pecado mortal! Artur foi contratado pelo rival Boavista, onde fez partidas e gols memoráveis.

“Antes de assinar contrato, eu fiz um jogo pelo Boavista. Foi o suficiente para despertar o interesse do Porto. Mas aí, eu dei preferência para o clube que abriu as portas para mim. Fiquei no Boavista até 1995. Só depois é que eu fui para o Porto, onde vivi a melhor fase como atleta profissional, ganhando três vezes o campeonato português”, afirmou Artur.

A volta ao Brasil e o fim da carreira

Encerrado o contrato como o Porto, em 1999, Artur entendeu que era hora de retornar ao Brasil, embora fossem muitos os clubes europeus que ainda desejavam contar com o seu futebol. Iniciou, então, um périplo por quatro clubes, até abandonar os campos: Vitória (BA), até 2001; Botafogo (RJ), em 2002; Figueirense (SC), em 2003; e Remo (PA), em 2004.

Três anos depois de parar de jogar, Artur se iniciou como treinador, no Rio Branco, da sua cidade natal, sendo campeão estadual logo de saída. Depois disso, foram outras seis equipes sob o seu comando técnico: Ananindeua (PA) e Remo (PA), em 2008; Castanhal (PA), em 2009; Cametá (PA), em 2010; Atlético (AC), em 2011; e Galvez (AC), em 2012.

De todos esses clubes, Artur diz que tem um carinho especial pelo Remo, onde foi campeão três vezes: duas como jogador (1991 e 2004) e uma como treinador (2008). “Esse título como treinador foi especial. Eu peguei o time em último lugar e o levei à taça, inclusive vencendo três vezes o maior rival, o Paysandu”, exalta o ex-craque e agora técnico.

Atualmente, Artur faz parte da equipe de Gestão e Lazer da Secretaria Adjunta de Esportes do Acre, onde a sua principal função é percorrer as escolinhas de futebol do Estado, dando palestras para crianças e adolescentes candidatos a craques, sobre o que deve e o que não deve ser feito para ter sucesso na carreira. Ele é uma espécie de exemplo vivo!

Fonte: Francisco Dandão
 
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Carreira Artur Oliveira - Fotos: Arquivo Pessoal 
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