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Técnico exige novo comportamente da equipe do Remo
02.04.2004 - 06:26 - Pará

Na grande decisão do Campeonato Paraense contra o Paysandu, domingo, na última rodada do returno, o técnico do Remo, Agnaldo de Jesus, quer ver o time bem diferente daquela equipe sofreu para vencer a 13ª partida consecutiva no torneio. A virada sobre o Águia, por 2 a 1, quarta-feira, em Jacundá, não foi fácil.

Como em outras jornadas, o Leão jogou mal e, não fosse o talento de Gian, que deu os passes para os dois gols do time, a vantagem de ficar com o 40º título estadual com um simples empate no clássico iria para o brejo. Para Agnaldo, a garra de alguns jogadores falou mais alto no triunfo sobre os marabaenses.

"O time não jogou bem, ganhou na superação mais uma vez e os jogadores estão de parabéns, mas domingo o bicho pega", avisou.

Para não melindrar seus comandados, Agnaldo não declinou os setores que não funcionaram a contento. Além dos próprios erros do time, o treinador criticou o piso duro do estádio Mulatão e disse ter ficado surpreso com a sede de vitória do Águia.

"O Águia não tinha mais nenhuma aspiração no campeonato, mas queria ganhar da equipe invicta no campeonato. O Águia se preparou para vencer o Remo, eles estavam com um incentivo muito grande e deixamos eles gostarem do jogo, mas jogamos o suficiente."

Ao contrário de Artur Neto, técnico do Paysandu, Agnaldo vai usufruir de pouco tempo para reparar as falhas da equipe. Somente ontem à tarde é que a delegação remista chegou em Belém, depois de enfrentar quase seis horas de estrada. O grupo foi liberado e a reapresentação está programada para esta tarde.

À noite, 20 jogadores concentrarão na Toca e amanhã, pela manhã, o treinador comanda um treino recreativo. Com o tempo exíguo para preparar o time, Agnaldo de Jesus deve apelar para o diálogo com os jogadores até a preleção, que acontece no domingo, antes de a comitiva ir para o Mangueirão, palco do Re-Pa.

A única preocupação no Remo continua sendo o zagueiro Adeílson. O atleta viajou para Jacundá, mas foi vetado pelos médicos. Ele se recupera de uma lesão na coxa. Se não der para Adeílson, Sérgio continuará formando o miolo de zaga com Irituia.

Especulações

O procurador do atacante Albertinho, Márcio Rivelino, teria oferecido o jogador ao Remo para a Segundona. Boato ou não, Agnaldo comentou que dificilmente o atleta se encaixaria no clube. "Em virtude de tudo aquilo que aconteceu com o Albertinho, acho que fica difícil pra ele mesmo e até o próprio torcedor não iria aceitá-lo", disse, recordando um episódio protagonizado pelo jogador em 2001 no Baenão. Jogavam Paysandu e Tuna, e após marcar um gol sobre os lusos, Albertinho tirou a camisa alvi-azul e a pôs em cima da estátua de mármore do Leão, símbolo azulino.

Quem está de malas prontas para deixar o Baenão é o lateral-esquerdo Rubens, que sequer é relacionado para o banco. Rubens tem contrato até novembro e antecipou à diretoria em ir embora após o Parazão. Rubens foi contratado no final do ano passado por indicação de Givanildo Oliveira.

 
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