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“Eu acho que todo moleque no começo pensa
em ser jogador de futebol e eu não fui diferente”.
Assim nasceu Edmilson Correa dos Santos, um jovem que
se lançou no futebol cedo no município
de Tangará da Serra, onde fez história
pelas equipes que passou atuando em quatro das principais
equipes da região norte do país.
Com
um bom desempenho dentro das quatro linhas, o jogador
rapidamente chamou a atenção e foi tentar
sua vida em outro estado, buscando alcançar seu
sonho de ser jogador profissional. “Graças
a Deus batalhei no Mato Grosso e conseguir sair para
São Paulo. E consegui virar profissional lá
no Marília, onde atuei por sete anos”,
diz Tangará.
Ao
chegar na cidade de Marília, o jogador ainda
era conhecido por Edmilson, mas com o tempo o jogador
acabou recebendo a homenagem de carregar o nome da cidade
onde nasceu. “Esse apelido porque quando cheguei
no Marília, eu morava numa cidade do Mato Grosso
chamada Tangará da Serra, aí o apelido
pegou. As pessoas perguntavam: de onde você é
e eu respondia Tangará. Aí pegou o apelido”,
revela.

Dificuldades
A
principal dificuldade no início de sua carreira
foi a distância do Mato Grosso para o principal
centro do futebol brasileiro: o estado de São
Paulo. “Antigamente para o jogador sair do Mato
Grosso e ir para São Paulo, sempre existia aquele
pensamento de que você está vindo de longe,
onde o futebol é muito atrasado. Mas o que importa
é dentro de campo e se você estiver confiante,
preparado, de buscar o que realmente você quer,
você consegue chegar onde quiser”, desabafa.
Após sete anos de Marília, o jogador começou
a respirar novos ares, onde literalmente conheceu o
Brasil de norte a sul. “Depois que peguei meu
passe, comecei a rodar o Brasil a fora”.
Ji-Paraná
Um dos clubes em que o atacante Tangará teve
mais títulos foi o Ji-Paraná Futebol Clube.
Em quatro anos que atuou pelo clube foram quatro conquistas
provando que era um jogador “pé-quente”.
“Sempre atuei no Ji-Paraná lá. Consegui
conquistar alguns títulos. Foi uma passagem boa,
apesar da dificuldade que todo jogador que jogava no
Ji-Paraná passava. Mas foi bom, pois conseguimos
conquistar vários títulos quando atuei
por lá. E só tenho a agradecer o aprendizado,
pois onde você está participando de uma
equipe está aprendendo”, revela.
Rio
Branco
Após a bela passagem pelo Ji-Paraná, no
estado de Rondônia, o atacante foi convidado a
integrar o elenco do Rio Branco, que há dois
anos não conquistava nada no estado do Acre.
“Eu estava em Manaus e conversei com Dr. Alencar,
que era o presidente na época. Surgiu a oportunidade
de vir e graças a Deus, e no primeiro ano que
vim, ajudei o Rio Branco a conquistar o título
estadual”, revela.

Fim
da Carreira
Mesmo com idade para seguir atuando pelo Brasil a fora,
o jogador simplesmente procurou encerrar sua carreira.
“Tem vários jogadores que continuam tentando.
Eu não. Pensei mais na minha família,
minha esposa, minha filha. Eu parei praticamente com
31 anos e estava ainda muito bem. Agüentava jogar
futebol ainda mais uns 3 ou 4 anos, mas esse ano eu
comecei, mas não fizemos um acerto aqui no Rio
Branco e resolvi parar em definitivo”, afirma.
O
jogador lembra com orgulho suas boas passagens nas equipes
por onde passou, sempre buscando deixar sua marca de
artilheiro, seguindo com tranqüilidade e conquistando
ao longo de sua carreira oito títulos estaduais.
“Consegui ganhar vários títulos
em vários lugares. Atuei no Nordeste, no Centro-oeste,
Minas, São Paulo e várias cidades aí.
Graças a Deus tive momentos muito bons no futebol”.

Novo
desafio
Após encerrar a carreira, o jogador foi convidado
pela própria diretoria do Rio Branco a comandar
as categorias de base do clube, buscando assim revelar
novos atletas para o Estrelão. “Tudo na
vida da gente é um desafio. Agora estou começando
uma nova etapa. E a expectativa é de aprender
para que futuramente possa assumir uma equipe profissional.
Agora é começar essa nova etapa, comandando
escolinha. Minha expectativa é trabalhar um ou
dois anos e depois assumir alguma equipe profissional,
diz.
O
novo treinador num momento de reflexão pára
e passa uma mensagem a todo jovem atleta que busca ocupar
seu espaço dentro do futebol. “As vezes
o jovem vê na televisão, só o cara
jogando, obtendo êxito, maravilhas e ganhando
muito dinheiro. Mas se for ver a realidade do futebol
a vida de jogador é muito difícil. A maioria
ganha pouco e somente a minoria que ganha muito. Mas
é uma profissão boa, se você tiver
sorte e tiver um bom conhecimento, as vezes você
consegue chegar numa equipe grande e ganhar muito dinheiro”,
finaliza.
Ficha
Técnica
Nome: Edmilson Correa dos Santos;
Apelido: Tangará;
Data de Nascimento: 07 de março
de 1973;
Cidade Natal: Tangará da Serra
(MT);
Clubes: ABC-RN, Baré-RR, Democrata-MG,
Garça-SP, Jataiense-GO, Ji-Paraná-RO,
Marília-SP, Mogi-Mirim-SP, Rio Branco-AC, Rio
Negro-AM, Social-MG e Taubaté-SP;
Títulos:Campeão Acreano
(2000, 2002 e 2003); Campeão Rondoniense (1995,
1996, 1997 e 1999) e Campeão Roraimense (1997).
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