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João Carlos da Silva Bento nasceu em Manaus e
desde cedo sempre acompanhou o futebol de perto como
um verdadeiro torcedor. “Nunca havia pensado em
atuar em equipes profissionais. No Amazonas, tinha o
hábito de ir no Vivaldão assistir grandes
jogos, os estádios eram lotados, principalmente
em clássicos Rio-Nal”, afirma.
O
ex-jogador revela que nunca tinha sentido o desejo de
se tornar um atleta profissional e desestimulado após
completar 17 anos, o atleta foi atuar em competições
amadoras na cidade de Manaus, apenas como uma forma
de lazer. “Nessa época existia o Peladão.
Nós fizemos uma equipe lá do bairro. Na
época tinha o Arsenal Futebol Clube, que é
uma das equipes poderosas do Peladão. E os jogadores
que não fizeram parte do Arsenal fizeram um time
e a gente foi muito bem na competição”,
revela.
Porém João Carlos jamais imaginava que
o Peladão de Manaus, competição
com maior número de clubes do mundo, poderia
mudar sua vida. “Num desses jogos havia um irmão
de um diretor do Rio Negro que me viu jogar, gostou
do meu futebol, começou a entrar em contato comigo
e aconteceu de ir defender as cores do Rio Negro”,
afirma.

Primeiro
Clube
Em 1988, ao chegar ao Rio Negro, o jogador, na época,
se sentiu um verdadeiro privilegiado em estar no meio
de atletas consagrados, que João Carlos costumava
acompanhar do outro lado, ou seja, da arquibancada.
“Foi algo muito prazeroso, pois me vi ao lado
de pessoas que costumava assistir, como: Luiz Florêncio;
Galvão, Macapá, Fernandinho, Hidalgo e
Luiz Roberto”, diz.
João Carlos Cavalo passou então quatro
anos gloriosos no Rio Negro conquistando quatro títulos
estaduais (1987 à 1990) para a história
do Galo da Praça da Saudade.
O Apelido
Na época em que percorria os campos de várzea
de Manaus, o pequeno João Carlos da Silva Bento
passou a ter um apelido que ficou marcado em sua carreira
até os dias atuais. “Na época era
novo e o pessoal me dizia que corria igual a um cavalo.
Aí ficou. No Peladão era cavalo, mas quando
comecei a jogar futebol passou a ser João Carlos
Cavalo”, revela.
Vai
e vem
Após ter sua primeira experiência como
atleta profissional, João Carlos Cavalo simplesmente
pegou gosto pelo futebol e trilhou uma verdadeira carreira
de sucesso. Depois de passar pelo Rio Negro, foi a vez
do atleta ir para o estado do Paraná. O jogador
defendeu as cores do Matsubara. “Quando cheguei
em 1990, o Matsubara tinha uma das maiores referências
de jogadores do Brasil. Em 1993, fui o corujinha de
ouro, único jogador do interior a conquistar
este feito e sendo uma unanimidade em toda imprensa
paranaense”, revela.
Após
sua passagem de quatro anos pelo Matsubara, João
Carlos Cavalo foi contratado por outra equipe paranaense:
o Atlético-PR, onde atuou em 1994 e 1995.
Após sua passagem pelo Furacão Paraense,
o atleta retornou ao Matsubara e revela o motivo: “Na
época existia um planejamento ousado para transferir
a equipe para Londrina, para fazer um time campeão.
Foi quando contrataram o Neto (ex-jogador do Corinthians-SP).
A gente ficou com o vice-campeonato”.

Experiência
Internacional
Após o vice-campeonato paranaense, João
Carlos Cavalo teve sua primeira passagem pelo exterior.
O jogador foi atuar no Japão pelo FC Tóquio.
Sua
segunda passagem pelo exterior ocorreu na Suíça,
após sua passagem pelo Blumenau-SC, Ituano-SP,
Joinville-SC, São Carlense e São Raimundo-AM.
Seu novo clube era o Yverdon Sport FC, onde disputou
a primeira divisão do futebol daquele país.
Alegria
Em 1997, João Carlos Cavalo retornou a Manaus,
onde conquistou um feito histórico para sua carreira.
“Fazia 66 anos que o São Raimundo não
era campeão. Aí recebi o convite do Lana
para participar da equipe e a gente conseguiu com êxito
o Estadual”, revela.
Decepção
Uma das maiores decepções do ex-jogador
foi não ter dado a cidade de Joinville o acesso
à primeira divisão do futebol brasileiro.
“A gente tinha uma super-equipe e fomos a Belém
e eliminamos o Paysandu-PA. Precisávamos somente
do empate no nosso jogo em nossa casa contra o Londrina-PR,
que era uma equipe muito inferior”, afirma.
Feito
Um dos maiores feitos que o ex-jogador considera em
sua carreira é o fato de ter conquistado o acesso
à Primeira Divisão do Campeonato Paulista
ao Ituano-SP em 1997 juntamente com a Matonense-SP.
“Você chegar e conquistar seu espaço:
isso foi uma marca”, revela.
Já
outro fato marcante ocorreu na Suíça.
“Quando as pessoas souberam que não iria
mais jogar, tive uma receptividade muito grande por
parte de torcedores, das pessoas, dos dirigentes e acho
que isso foi marcante”, afirma.
“O
começo foi muito importante para mim, foi uma
fase de tudo. Foi onde consegui o impulso para que continuasse
minha carreira. Foi o fato de encontrar inúmeros
jogadores consagrados, que me ajudaram, que me orientaram.
Foram momentos mágicos em minha carreira de conhecer
novas culturas, ter a oportunidade de estar junto com
minha família, novos lugares, novas oportunidades
e perspectiva de vida”, diz.

O
treinador
Desde 1997, João Carlos Cavalo vinha se preparando,
observando e analisando os trabalhos realizados pelos
treinadores que teve ao longo de sua carreira, principalmente
na época em que esteve no Japão. E em
2003, o jogador pendurou as chuteiras dando espaço
ao boné e ao apito, comandando o Rio Negro na
disputa do Campeonato Amazonense daquele ano. “Tive
uma semana para formar o time onde fomos campeões
invictos do primeiro turno e fomos para a final contra
o Nacional, mas perdemos na decisão”, diz.
“A
partir de 1997, quando estava Japão, comecei
a me preparar, a olhar termos de trabalho, trabalhos
táticos e técnicos. Acho que minha passagem
pelo futebol europeu me deu uma condição
muito boa de assimilar planejamento, trabalhos, que
lá eles são muito exigentes”, revela.
Em quatro anos como treinador profissional, João
Carlos Cavalo conquistou dois títulos do Campeonato
Acreano e um amazonense, demonstrando qualidade em seu
novo trabalho: agora fora das quatro linhas. “Joguei
durante 15 anos e decidi começar uma nova carreira
dentro do futebol, por ter absolvido muitas coisas durante
o tempo que fui jogador”, finaliza.
Ficha Técnica
Nome: João Carlos da Silva Bento;
Apelido: João Carlos Cavalo;
Data de Nascimento: 19 de junho de
1967;
Cidade Natal: Manaus (AM);
Clubes como jogador: Atlético-PR,
Blumenau-SC, Ituano-SP, Joinville-SC, Matsubara-PR,
Rio Negro-AM, São Carlense-SP, São Raimundo-AM
e Yverdon-SUI.
Clubes como treinador: Grêmio
Coariense-AM, Nacional-AM, Rio Branco-AC, Rio Negro-AM
e São Raimundo-AM.
Títulos como jogador: Campeão
Amazonense (1987, 1988, 1989, 1990 e 1997);
Títulos como treinador: Campeão
da Taça Amazonas (2003), Campeão do Torneio
Início do Campeonato Amazonense (2004 e 2005),
Campeão Acreano (2004 e 2005); Campeão
Amazonense (2005).
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