|
Nascido no município de Carangola, em Minas Gerais,
em 19 de setembro de 1967, Ronald Lage Santos desde
cedo sempre se interessou pelo futebol e ao ver seu
pai atuando pelo Itaperuna (RJ), já dava indícios
que seguiria carreira na mesma profissão.
Início
Inspirado
nos goleiros Leão e Carlos, Ronald começou
sua carreira no Cruzeiro Esporte Clube (MG) na categoria
júnior e de Belo Horizonte despontou para diversos
clubes do país, passando por São Paulo,
Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro,
Bahia e outros.
Na passagem dos seus dezoito para os dezenove anos,
Ronald passou pelo momento mais difícil de sua
vida, quando seu maior incentivador no esporte veio
a falecer, ou seja, seu pai. O ex-goleiro então
teve que levantar e seguir sua carreira além
de ajudar sua família. A tristeza era evidente,
porém o mesmo procurou seguir os ensinamentos
de sua família e pouco a pouco superou esse momento.
Durante
sua carreira, o ex-atleta teve muitos desentendimentos,
pois como o mesmo diz: “a partir do momento que
tem que lidar com ser humano, é complicado”.
Durante dezenove anos, Ronald rodou o país e
sempre colecionando títulos por onde passava.
Sua primeira passagem pelo futebol da região
norte foi inesquecível, como o mesmo o afirma,
justamente no momento em que o Papão da Curuzu
conquistou seu primeiro título da Série
B do Campeonato Brasileiro em 1991, conquistando assim
o acesso a primeira divisão do futebol do país.

Após sua gloriosa passagem pelo Papão
da Curuzu, Ronald rodou o país novamente jogando
em longínquos lugares e assim fazendo sua carreira
no futebol. Através do esporte acabou conhecendo
a Drª. Susane, fisiologista esportiva com passagens
pelo Botafogo e Fluminense, ambos do Rio de Janeiro,
com quem hoje vive em Porto Velho.
Ao fazer amizade com Bruno Costa, filho de Heitor Costa
– presidente da FFER (Federação
de Futebol do Estado de Rondônia) – o goleiro
não sabia o que viria pela frente em sua carreira.
Ao saber que o mesmo era filho do dirigente e que havia
feito o lobby para a contratação do ex-goleiro,
Ronald ficou imensamente feliz por através de
uma grande amizade ter conquistado também a credibilidade
de Bruno.

O então veterano Ronald recebeu o convite para
atuar em Rondônia, primeiramente pelo VEC em 2001
e no ano seguinte do CFA, fazendo parte da única
equipe que conquistou um título para a capital
na era profissional, que para o ex-goleiro foi outro
fato que marcou muito sua carreira.
Segundo
Ronald, a diferença entre atuar no Centro-Sul
e na região Norte está simplesmente na
forma profissional que os dirigentes do Sudeste e Sul
trabalham suas equipes, enquanto que na região
norte ainda há muito no que evoluir, principalmente
na mentalidade de alguns dirigentes e de pessoas que
nunca atuaram no esporte que querem meter seu dedo tentando
se promover.
A
frase: “ser goleiro é uma das posições
mais ingratas do futebol”, é analisada
por Ronald da seguinte maneira: “É uma
das posições ingratas, pois não
se pode errar”, afirma Ronald. “As bolas
fáceis devem ser defendidas, já as difíceis
se puder pegar melhor ainda”, finaliza o ex-goleiro.
O Técnico
O
interesse pela parte técnica fez com que o ex-goleiro
pouco a pouco fosse adquirindo conhecimento e moldando
seu estilo de jogo. Após encerrar a carreira,
Ronald foi convidado a ser preparador de goleiros do
CFA. Em 2003, teve sua primeira experiência como
treinador ao dirigir a equipe na Taça São
Paulo de Futebol Júnior na partida contra o Goiás-GO.
Após
o jogo, Ronald retornou ao seu cargo anterior, voltando
a ser treinador de goleiros, quando o clube foi dirigido
por Vítor Luís, chegando a conquista da
Copa da Integração no mesmo ano e ficando
com o vice-campeonato estadual.
Após
a saída do treinador, o ex-goleiro acabou assumindo
a equipe e desde então seguiu cuidando das categorias
de base do CFA.
Com
o tempo, o clube foi deixando as categorias de base.
E o treinador começou a trabalhar no Sports Baggio,
buscando um novo espaço para que pudesse trabalhar
seus garotos. Foi aí que através do presidente
do CFA, Luís Augusto Monteiro, o popular Lulu,
o técnico conheceu Jairo Baggio, proprietário
do complexo esportivo Sports Baggio.
Com
a concretização da venda da sede do CFA,
Ronald iniciou seu trabalho no Comando Geral da Polícia
Militar, onde mantém também uma escolinha
de futebol juntamente com a do Sports Baggio. “Levei
os garotos que estavam no CFA para o Comando Geral”,
afirma o treinador.
Atualmente,
Ronald conta com mais de 200 garotos que buscam um dia
brilhar nos gramados em cada canto do país.

Futuro
Segundo
Ronald Lage, o futebol rondoniense só irá
conquistar seu lugar no cenário nacional, a partir
do momento em que pessoas sérias e também
ligadas ao futebol conseguirem ingressar no esporte,
pois segundo o mesmo o futebol não pode estar
atrelado a política.
O
ex-goleiro afirma que sua convivência com os jovens
é um grande aprendizado, pois segundo Ronald
tanto ele como os seus atletas estão sempre passando
informações um ao outro, facilitando assim
o relacionamento e fortalecendo cada vez mais a união
do grupo.
O
treinador vem trabalhando com os jovens e buscando oferecer
a eles boas condições além de ajudar
na formação do atleta como pessoa. Como
o mesmo afirma, o jovem não pode mexer com drogas
ou se marginalizar. Sua metodologia está em formar
verdadeiros cidadãos para o amanhã e através
deles demonstrar seu trabalho.
Ronald
busca se especializar a cada ano, participando de cursos
e neste ano conseguiu obter sua carteira de técnico
de futebol profissional na ABTF (Associação
Brasileira de Treinador de Futebol), garantindo assim
mais uma conquista para sua carreira.
Um
dos sonhos de Ronald Lage está em poder voltar
a campo, dirigindo uma equipe profissional e buscando
assim alcançar novos ares em sua carreira, desta
vez como treinador.

Ficha
Técnica
Nome:
Ronald Lage Santos;
Data
de Nascimento: 19 de setembro de 1967;
Cidade
Natal: Carangola (MG);
Clubes:
Americano (RJ), Barra (RJ), Castelo (ES), CFA (RO),
Comercial (ES), Cruzeiro (MG), Esportiva de Guaratinguetá
(SP), Estrela do Norte (ES), Fluminense (RJ), Goytacaz
(RJ), Ipiranga (MG), Jacuipense (BA), Lagartense (SE),
Moto Clube (MA), Nacional (ES), Paysandu (PA), Poções
(BA), São Borja (RS), Tupi (MG), VEC (RO) e Vitória
(ES);
Títulos:
Série B do Campeonato Brasileiro (1991) pelo
Paysandu (PA); Bi-campeão do interior de Minas
Gerais com o Tupi (MG); Campeão Maranhense com
o Moto Clube (MA); Campeão rondoniense (2002)
pelo CFA (RO); Campeão mineiro juvenil pelo Tupi
(MG); Campeão mineiro da Segunda Divisão
pelo Ipiranga (MG); três vezes Campeão
da Segunda Divisão do Campeonato Capixaba, sendo
duas pelo Comercial (ES) e uma pelo Castelo (ES).
|